Monday, April 07, 2008

Fraldiqueiros

Coitarados!
Meninos, tiveram pouca mamã.
Carências afectivas
afunilaram-nos psiquicamente
desde a impoética infância até este corrimento
senti-
[mental
em que, grandinhos, se compensam, comprazem.
Continuam a gotejar.

Coitarados!
Gulosos de pontas de dedos,
perdem-se em beijoqueirices, diminutivas ternurinhas.
Têm sempre
rebuçadinhos d'alma para as mulheres.
Falam freud ao colo das amigas.

Fraldiqueiros. . .
Vailevar-lhes isso a nojo, machão?
MuIheres
gostam. Riem, prazidas.
«Venha cá à mamã!»

O golpe do coitadinho
(não confundir com o golpe
do irmãozinho, esse na base do esquema da alma
gémea)
é o que estás a ver: saltar para o regaço e pedir nhém
[nhém
em nome do Sigismundo, daquele que dizia, salvo erro:
A alma? Geme-a...

Fraldiqueiros
a mandarem beijinhos por teleférico!
[de saliva
Engatinhantes, tiram do estojo complexos em forma
[de saxofone
e
tocantam-lhes a pingona freudista canção do bandido
,
Fraldiqueiros. . .
Mulheres gostam. Até onde?
- Alexandre O´Neill

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