Tuesday, April 15, 2008
Adrian by Jewel...
Adrian came home again last summer
Things just haven't been the same around here
People talk
People stare
Oh, Adrian, come out and play
An unfortunate accident in a canoe
Dr. said, 'I'm sorry not much I can do'
The air was so still
His eyes did not blink
Oh, Adrian, come out and play
Little Mary Epperson liked him
She vowed always to watch after him
Still he did not move
Dr. said it's no use
Oh, Adrian, come out and play
She sat by his side, watched the years fly by
He looked so fragile, he looked so small
She wondered why he was still alive at all
Everyone in town had that 'I'm sorry look'
They talked in a whispered hush, said
'I'd turn the machines off'
But still she sat by his side
Said, 'Life he won't be denied
Oh, Adrian, come out and play
Yellow flowers decorate his bedroom
Sign above his door says 'Welcome Home'
But he just sits and stares
He's awake but he's still not there
Oh, Adrian, come out and play
She sat by his side, watched the years fly by
He looked so fragile, he looked so small
She wondered why he was still alive at all
Little Mary Epperson grew up lovely
She still comes to visit him on Sundays
He's like an unused toy
He's got big hands but the mind of a little boy
Oh, Adrian, come out and play
Adrian came home again last summer
Things just haven't been the same around here...
Tuesday, April 08, 2008
Se eu fosse...
Se eu fosse uma poetisa,
Um dia por certo escreveria,
Um verso de cada cor:
Seria negra a saudade,
Azul a felicidade,
e vermelha a minha dor.
E se ainda não bastasse,
E restasse alguma cor
Precisando de esplendor,
Seria verde a esperança
Desta alguém que não se cansa
De esperar por teu amor...
Um dia por certo escreveria,
Um verso de cada cor:
Seria negra a saudade,
Azul a felicidade,
e vermelha a minha dor.
E se ainda não bastasse,
E restasse alguma cor
Precisando de esplendor,
Seria verde a esperança
Desta alguém que não se cansa
De esperar por teu amor...
Monday, April 07, 2008
Pudesse eu
Pudesse eu não ter laços nem limites- Sophia de Mello Breyner Andresen
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos
instantes!
Fraldiqueiros
Coitarados!- Alexandre O´Neill
Meninos, tiveram pouca mamã.
Carências afectivas
afunilaram-nos psiquicamente
desde a impoética infância até este corrimento
senti-
[mental
em que, grandinhos, se compensam, comprazem.
Continuam a gotejar.
Coitarados!
Gulosos de pontas de dedos,
perdem-se em beijoqueirices, diminutivas ternurinhas.
Têm sempre
rebuçadinhos d'alma para as mulheres.
Falam freud ao colo das amigas.
Fraldiqueiros. . .
Vailevar-lhes isso a nojo, machão?
MuIheres
gostam. Riem, prazidas.
«Venha cá à mamã!»
O golpe do coitadinho
(não confundir com o golpe
do irmãozinho, esse na base do esquema da alma
gémea)
é o que estás a ver: saltar para o regaço e pedir nhém
[nhém
em nome do Sigismundo, daquele que dizia, salvo erro:
A alma? Geme-a...
Fraldiqueiros
a mandarem beijinhos por teleférico!
[de saliva
Engatinhantes, tiram do estojo complexos em forma
[de saxofone
e
tocantam-lhes a pingona freudista canção do bandido
,
Fraldiqueiros. . .
Mulheres gostam. Até onde?
Saturday, April 05, 2008
Solidão
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.
- Vinicius de Moraes
Tuesday, April 01, 2008
É claro que a vida é boa!
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
- Vinicius de Moraes
Subscribe to:
Posts (Atom)