Tuesday, February 06, 2007

Meios termos?!?

Quando se pensa que já se ouviu tudo e leu tudo, incluindo todo o tipo de argumentação estúpida e completamente desrelacionada com o tema em debate, tipo porem-se a falar de impostos e de prioridade em relação a outras intervenções cirúrgicas, eis senão quando ainda me conseguem surpreender com soluções espatafurdias como esta!

Faltavam cerca de duas horas para o início da sessão de esclarecimento sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) quando um grupo de representantes de movimentos cívicos pelo ‘não’ lançou um desafio a “instituições, aos deputados, às forças políticas e sociais”: “... que consagrem um novo quadro legal que, sem desproteger a vida, em desenvolvimento, afaste as mulheres do tribunal, dos julgamentos e da prisão”, apelaram num documento apresentado publicamente.

Esta é uma proposta da autoria das deputadas socialistas Rosário Carneiro e Teresa Venda, que se encontra na Assembleia da República desde 2004 mas que ainda não avançou por questões “político-partidárias”. Pretende promover a “suspensão provisória do julgamento em caso de aborto e parece-nos ser uma boa base de trabalho”, esclareceu Alexandre Relvas, mandatário da plataforma ‘Não, Obrigada’ e antigo director de campanha do actual Presidente da República nas últimas eleições presidenciais, ficando apelidado de o ‘Mourinho de Cavaco’.

Coincidência ou não, à mesma hora, em Barcelos, o líder do PSD propunha a descriminalização do aborto no Parlamento, como alternativa a uma lei que torna o aborto livre e a pedido da mulher. “Há um consenso em torno de duas questões: as pessoas não querem o aborto livre, mas também não querem a penalização daquelas mulheres que são obrigadas a fazer aborto. Por bem, há uma solução: votar no ‘não’ no referendo para evitar o aborto livre, com o compromisso de que a seguir no Parlamento se mude a lei para deixar de penalizar a mulher”, disse Marques Mendes sobre uma proposta que considera “séria, equilibrada e moderada”.

As reacções ao repto lançado pelo ‘não’ não se fizeram esperar. Se por um lado Ribeiro e Castro aplaudiu a proposta: “Defendo-a e já há algum tempo que tenho vindo a trabalhar sobre ela”, disse o líder do CDS-PP, o PS mostrou-se pouco aberto a colaborar com ela. “Se o ‘não’ ganhar, a lei ficará como está’, frisou José Sócrates. Maria de Belém, por seu turno, esclareceu: “O PS não vai fazer qualquer revisão à lei porque considera que o acto seria uma dupla hipocrisia.”


o que é que isto quer dizer??? "Vamos lá deixar de as mandar para a prisão, mas desenrasquem-se aí por um beco ou vão de escada qualquer e não nos apareçam mais pela frente." !?! Please...

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